Pedi-te para ficares comigo mas nem isso foste capaz de o fazer. Prometes-te mundo e fundos, mares e oceanos, e nenhum deles conseguiste que fosse meu. Sussurras-te tantas vezes ao meu ouvido que eras meu e que jamais me deixarias e não fizes-te com que essas palavras fossem verdadeiras.
Da última vez que nos vimos, já lá vão uns bons anos, discutimos tanto que acabaste por me virar as costas e ires à tua vida. Ainda corri atrás de ti, mas sem sucesso. Não te despediste, não me deste um beijo de “adeus”, de “até amanhã” nem um abraço de “amanhã estaremos juntos, isto é para não sentires tanto a minha falta”. Gritas-te comigo e é esse último momento que tenho desse dia. Mas não é só: tenho o teu cheiro, a cor dos teus olhos, o calor do teu abraço, o sabor dos teus lábios e o conforto da tua presença.
Estivemos tanto tempo juntos que foste a primeira pessoa que me teve e que conquistou o meu coração completo. Mudas-te a minha vida e aprendemos tanto juntos que ainda hoje me pergunto o que nos deu naquele dia para discutirmos daquela forma. Continuo sem perceber a mente dos homens, quando estão muito bem só nos querem ver, fartam-se de ligar e de mandar mensagens, começam por controlar, levam-nos para a cama e quando é precisamente o contrário, é quase como cagassem em cima de nós. Deixam de nos falar, muitas vezes durante um dia inteiro, não respondem às mensagens, as suas respostas são curtas, já não dizem que querem estar connosco e o sexo deixa de sem importante. Foste assim várias vezes, mas eras um homem (quase) perfeito.
Quando estavamos quase a decidir em morar juntos, desapareces-te durante vários dias e pouco me dizias. No início pensei que fosse por receio, podias ter medo de estragar a nossa relação por irmos viver debaixo do mesmo tecto, mas depois começei a achar que era mais indecisão. Falámos muito sobre isso, para não dar-mos um passo precipitado nem para depois não nos arrependermos, mas não tinhamos chegado a nenhum acordo.
Sempre foste perfeito comigo: fazias-me supresas, oferecias-me inúmeros presentes dentro e fora de ocasiões especiais, viajávamos juntos, passávamos os Invernos enroscados na manta que a tua falecida mãe me deu pelos anos, em frente da lareira da minha casa, dizias-me muitas vezes por dia o quanto me amavas e que não me irias deixar por nada desde mundo, que era a tal que consegui mudar o seu coração por completo.
Existirão amores verdadeiros? Sim, existem, e o meu amor pelo Alexandre continua a ser verdadeiro,e sinto que, onde quer que ele esteja, continua a pensar em mim todos os dias, porque não houve qualquer motivo para que o nosso amor se desfizesse em duas partes distintas.
Continuo à espera de um telefonema teu, de uma resposta aos milhares de e-mails que te mandei durante todo este tempo, de um sinal para poder acreditar que conseguirás voltar a cumprir a tua promessa outra vez, porque és o tal.
(esta história é da minha autoria. é tudo fictício e fruto da minha imaginação)